terça-feira, 9 de agosto de 2011

Em busca da destreza - parte 5

O único jeito de saber, era perguntando à ele.
Não por orkut, nem por MSN; pois não o tinha em nenhum e nem o conhecia!
Fui no forms do rodolpho e perguntei em anônimo:
‘’ quando você vai pra Rua Fortuna, vai pra casa de quem?’’
Ele: dos meus amigos
Não resistir e fui para próxima pergunta!
‘’ você estuda no marista?’’
Ele: não
‘’tem quantos anos?’’
ele: 16
‘’ mora aonde?’’ – ele: na minha casa
‘’ quando você vem pra rua Fortuna, pega sempre o ônibus Fashion no ponto de ônibus em frente a uma loja de babys, sempre com um caderno na mão?’’
Ele: não, e sempre que vou não pego ônibus, moro perto.
 Não era ele. Quem Será esse garoto? E o que ele esconde?
         Seja lá o que fosse eu não deveria saber, mas a minha curiosidade era maior e definitivamente estava destinada em descobrir.
     Fazia tempo que não acordava cedo pra ver o sol nascer, pois só queria saber de sonhar e só acordar de noite, já que passaram seis meses que não o vejo... As minhas esperanças estavam realmente esgotadas!
Entrei no MSN.
E sobe uma janela e adivinha quem fala?







'' momentos de tenção....










Tá chegando lá..











E vai descendo na boquinha da garrafa... -nnn











Tá curioso(a)?
























NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO E DESVENDE ESSE MISTÉRIO..''







segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Top na balada

 QUARTO CAP.

 E no MSN, resolvi conversar com a minha velha e fiel escudeira Thereza:
- preciso saber, necessito! – pausei – a minha curiosidade é tão forte, mas tão grande que você não sabe o quanto espero.
- eu sei. – ela tentava me acalmar. – não se desespere!
- o que farei agora?
- eu não sei minha amiga.
- já sei, vou pra balada hoje... E quem sabe, ele não esteja lá! Por outro lado não vai ser nada mal, hein? – era isso!
- boa idéia, você tem ótimas idéias, sempre..
- E aproveito e junto você com aquele gelatina, muito bom ser cupido!
- a gente tá brigado, e por sua causa.. ele não vai querer falar comigo, nem quero saber dele mais, esquece isso!
- Se foi por minha causa, agora que resolverei...
Fomos nos arrumar, coloquei um vestido colado e fiz uma maquiagem de arrasar! Tava tudo saindo bem, só faltava escolher o perfume, optei pelo gel doce... uma coisa doce iria me cair bem, e pra fechar de chave de ouro coloquei um gloss de leve, não daqueles que cola na boca que nem chiclete. A noite seria incrível, e seria mais se o encontrasse. – o garoto da bermuda xadrez
Nem dancei na balada, mas tentei alguns gatos me chamavam pra dançar, eu falei que não sabia e insistiram pra que meu pé pisassem... Fazer o quê?

Enquanto Thereza dançava com o gelatina, fiquei chamando o gelatina de mole com os lábios.. e ele começava a rir, depois dizia com os lábios: me aguarde! – tentador, não é? – comecei a rir cavaladas por dentro e contendo-me para não rir em público. Finalmente eles ficaram, gelatina deixou de ser mole e Thereza estava bem. Agora só eu ficava pra titia, à espera do meu amado garoto do ponto ônibus... Será que ele viria com um cavalo branco e me resgataria da tirania que me cercava de tantos concorrentes? – isso seria demais! – literalmente. Avistei um garoto muito parecido, só que ele era baixinho... Maior do que eu, mas era médio. O nome dele era: Rodolpho e fui fiquei olhando pra ele, não falei nada... mas ele também ficava olhando, deixei para lá!
No final da balada, o amigo da Thereza fez uma pergunta diretamente pra mim e aos meus amigos que estão ao redor:
- O que será que tem dentro da boca dela? – ele falou.
- Dentes. – Fred falou rindo que nem pateta
- o QUÊ? – os outros falaram em côro
- uma língua, deixa eu provar? – ele falou. Sim ele estava bêbado, pior de tudo: foi horrível e absurdamente engraçado!
A mãe da Thereza havia chegado e fui me despedir do meu amigo Fred. Dei um beijo no seu rosto e ele virou o rosto! – sabe o que fiz? – virei o rosto rapidamente em fração de segundos e dei um tapa na cara dele... Ele ficou em móvel durante 5minutos, tive que dá outro tapa na cara e ele acordou. O engraçado foi que ninguém viu, só o menino que estuda com ele que estava do lado, que ficou boquiaberto e não parava de rir, eu não conseguir ficar com raiva do Fred, não conseguiria ficar com raiva nem de uma mosca.  
A minha vontade era rir a noite inteira, e foi isso que fiz... E o garoto da bermuda xadrez ainda iria descobrir se era o Rodolpho e se fosse, seria uma boa.

sábado, 6 de agosto de 2011

A coragem


TERCEIRO CAPÍTULO



       Exatamente, resolvi encará-lo. A minha vontade era ficar só olhando sem dizer nada e ele me encarava demais, não sabia o que fazer! Realmente ele me deixou sem cabeça pra pensar e era muito lindo, não dava pra explicar o quanto estava derretida feito manteiga por aquele garoto desconhecido!
‘’Afinal, quem era aquele garoto? E por que ele sempre tava naquele ponto de ponto de ônibus e sempre com aquele caderno na mão?‘’
     A vontade de falar me consumia e só fiquei olhando, andando, e olhando fixadamente em seus olhos. Enquanto ele olhava nos meus e a partir daí: ERA EU E ELE. ELE E EU. PALAVRA POR PALAVRA. E A PRIMEIRA COISA QUE EU QUERIA DIZER ERA: ‘’oi’’
  ...Engoli seco, continuei andando, olhei para traz e o vi entrando no ônibus acompanhado de seu caderno e ele olhou com uma expressão que não pude entender, como se fosse dizer adeus... E talvez fosse, tive três chances e deixei a vergonha e a discórdia tomarem conta de mim como alguém arranca um pedaço de você, só que não era assim. Ele tinha partido, foi tão bom vê-lo chegar e doloroso vê-lo partir!
    Não saberia se fosse vê-lo novamente, ainda tinha esperanças e optei pelas únicas coisas que tentaria encontrar-lo, que era minha fiel escudeira e inseparável: intenet. Sabia o lado do ponto que ele vinha, mais ou menos o horário e poderia ir para casa de um amigo, que só poderia ser na rua onde moro. Por então, começei a caça ao tesouro ou seja: ‘’ caça ao garoto xadrez.’’ 
      Entrei no meu computador, fui direto ao Orkut procurar no das pessoas que moravam na minha rua, aquele garoto deveria ter ido estudar na casa de algum amigo ou não... Não importava. só me interessava encontrar. Por mais difícil que fosse, achei um Orkut de um garoto chamado: Luís. Era parecido, mas o estilo nem tanto. Mesmo assim procurei saber, perguntei a algumas amigas sobre ele e a resposta era sempre que não se sabia! 
O mais intrigante era que esse Luís tinha namorada. rezava para que não fosse ele, senão teria que tirar o garoto do ponto de ônibus da minha cabeça de uma vez por todas. Minha amiga sempre pegava o mesmo ônibus que ele quando voltava do colégio, e era a chance dela perguntar para ele e desvendar esse mistério. Definitivamente não estava nos meus planos, nem do dela que justamente quando ela fosse botar o plano em prática, ele não aparecesse... Nunca mais ela o viu, passou semanas e nada! Fui ao contra ataque pedi pra ela perguntar pro irmão dele, e... Ele não sabia! – ótimo. Estava ainda na estaca zero, novamente.
Por enquanto.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Abandono com simplicidade

SEGUNDO CAPÍTULO


      O ônibus começou a andar e quando decidir falar: era tarde demais! Não sabia se o encontraria novamente e se o verei outra vez, só queria pensar que sim para perguntar seu nome, somente isso bastaria.
      Uma semana se passou e a minha curiosidade de saber quem era aquele garoto aumentava cada dia mais! Procurei esquecer, afinal, era só um garoto... nada mais, nada além de um garoto. Quando anoiteceu era por volta das dez, e decidir passar na banca de revista pra comprar doritos. Assim que atravesso a pista e estava passando pelo ponto de ônibus o avisto do outro lado da rua, sentado no ponto de ônibus de camisa vermelha e com a bermuda xadrez.
Meu coração parou. Depois voltou quando percebi, que eu estava horrível: cabelo, roupas, e simplesmente feia! Saí correndo até a banca de revista, depois voltei não tive coragem de ir lá de maneira nenhuma, estava à treva. E mais uma vez, perdi a oportunidade de encará-lo e a esperança de o ver novamente era a única coisa que restava pra satisfazer saga da minha curiosidade. Os dias foram se passando, as coisas foram mudando e nada do garoto do caderno na mão aparecer e mais de 3semanas se passaram, nada dele... E isso não me fez esquecer!
E um mês passou, nada mudou e nem lembrava mais de seu rosto. Quando de repente estava voltando do colégio e iria atravessar a pista: ERA ELE! – e percebi que era a minha chance, novamente...
Ele estava bem ali de pé no ponto de ônibus com o caderno na mão e eu estava do outro lado da rua com os meus cadernos na mão também. E pensei uma bobeira: ‘’mas é claro que se ele pode ter um caderno e por que não eu?’’ – é realmente, isso foi terrível e espero superar. – pela terceira vez, mais uma vez, novamente, o encontrei e atravessei a passarela que era pista, e passei por ele tomando coragem para falar, mas ele me olhava, olhava e olhava e olhava, não conseguir parar de olhar também. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O ENCONTRO

‘’Ainda espero encontrá-lo. Mais uma vez, e de novo,
novamente poder olhar em teus olhos e dizer: oi’’

PRIMEIRO CAPÍTULO
Era 17 de agosto de 2010, aniversário do meu avô e todo mundo tava lá, menos eu que decidir só ir às nove da noite para o banquete final. Tive que pegar ônibus, enquanto aguardava no ponto de ônibus por mais de meia hora, o tédio tomando conta do meu corpo e não tinha exatamente ninguém durante trinta minutos e só passava ônibus do Benedito, que era a treva.
Começaram a surgir pessoas, duas mulheres, logo adiante surge uma terceira pessoa que ao olhar não capitei bem a cor de seus olhos e não muito os seus traços , não precisaria para descrever o charme daquele garoto! Uma mulher pegou o ônibus do trapiche e a outra continuara de pé, ele também. Quando se passa 10minutos, passou uma abobrinha em minha mente, só por um momento: ‘’acho que ele achou que eu era egoísta por ter só eu sentada no banco do ponto de ônibus’’
Não deveria ser. Ele ficava olhando pra mim, fiquei muito tensa, principalmente por ele ser muito gato e eu está bonita, vestida adequada e bem cheirosa! Na verdade, queria perguntar o nome dele, queria saber quantos anos ele tinha e o que ele estava fazendo com aquele caderno na mão, e decidir olhar para ele, quando olhei, virei na mesma hora de tanta vergonha! Fiquei olhando pro lado e pro outro, mas não querendo encontrar seu olhar. Até que ele se levantou e era meu ônibus, não acreditei que ele iria pegar o mesmo e seria minha chance de falar com ele! Quando eu iria subir, ele desceu... Pois era o ônibus errado.
Fitei meus olhos na janela e olhando para ele. Seus olhos fitavam em minha direção, Algo em mim tava gritando para descer daquele ônibus e perguntar o nome dele no momento em que as pessoas estavam descendo e o ônibus ainda não tinha embarcado, mas teria coragem de gritar ou falar pela janela perguntando o nome de um desconhecido que só tê-lo visto naquele momento? – não, seria muita loucura! – mas mesmo assim quando estava prestes a falar pela janela com ele, engoli seco e esperei a hora certa...