Exatamente, resolvi encará-lo. A minha vontade era ficar só olhando sem dizer nada e ele me encarava demais, não sabia o que fazer! Realmente ele me deixou sem cabeça pra pensar e era muito lindo, não dava pra explicar o quanto estava derretida feito manteiga por aquele garoto desconhecido!
‘’Afinal, quem era aquele garoto? E por que ele sempre tava naquele ponto de ponto de ônibus e sempre com aquele caderno na mão?‘’
A vontade de falar me consumia e só fiquei olhando, andando, e olhando fixadamente em seus olhos. Enquanto ele olhava nos meus e a partir daí: ERA EU E ELE. ELE E EU. PALAVRA POR PALAVRA. E A PRIMEIRA COISA QUE EU QUERIA DIZER ERA: ‘’oi’’ ‘’Afinal, quem era aquele garoto? E por que ele sempre tava naquele ponto de ponto de ônibus e sempre com aquele caderno na mão?‘’
...Engoli seco, continuei andando, olhei para traz e o vi entrando no ônibus acompanhado de seu caderno e ele olhou com uma expressão que não pude entender, como se fosse dizer adeus... E talvez fosse, tive três chances e deixei a vergonha e a discórdia tomarem conta de mim como alguém arranca um pedaço de você, só que não era assim. Ele tinha partido, foi tão bom vê-lo chegar e doloroso vê-lo partir!
Não saberia se fosse vê-lo novamente, ainda tinha esperanças e optei pelas únicas coisas que tentaria encontrar-lo, que era minha fiel escudeira e inseparável: intenet. Sabia o lado do ponto que ele vinha, mais ou menos o horário e poderia ir para casa de um amigo, que só poderia ser na rua onde moro. Por então, começei a caça ao tesouro ou seja: ‘’ caça ao garoto xadrez.’’
Entrei no meu computador, fui direto ao Orkut procurar no das pessoas que moravam na minha rua, aquele garoto deveria ter ido estudar na casa de algum amigo ou não... Não importava. só me interessava encontrar. Por mais difícil que fosse, achei um Orkut de um garoto chamado: Luís. Era parecido, mas o estilo nem tanto. Mesmo assim procurei saber, perguntei a algumas amigas sobre ele e a resposta era sempre que não se sabia!
O mais intrigante era que esse Luís tinha namorada. rezava para que não fosse ele, senão teria que tirar o garoto do ponto de ônibus da minha cabeça de uma vez por todas. Minha amiga sempre pegava o mesmo ônibus que ele quando voltava do colégio, e era a chance dela perguntar para ele e desvendar esse mistério. Definitivamente não estava nos meus planos, nem do dela que justamente quando ela fosse botar o plano em prática, ele não aparecesse... Nunca mais ela o viu, passou semanas e nada! Fui ao contra ataque pedi pra ela perguntar pro irmão dele, e... Ele não sabia! – ótimo. Estava ainda na estaca zero, novamente.
Por enquanto.
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